Exposição: … na Cidade!

Um olhar sensível para o centro da cidade de Belo Horizonte nos faz recordar o tempo passado. E, carinhosamente, nos faz recobrar, em estado de memória afetiva, embalados pela nostalgia, um tempo que já se foi. Este passado está bem guardado e mora nas nossas melhores lembranças!

Ao pensar esta Exposição, trouxemos, junto aos seus propósitos, a necessidade de uma “recolha de memórias”. Memórias que fazem parte da família mineira da capital, bem como daqueles que sempre nos visitam, em busca de suas novidades! Visitantes que são atraídos pelo lazer, pelo comércio, por tratamentos de saúde, entre outras variadas demandas que os trazem aqui. Belo Horizonte sempre foi um celeiro de talentos em todas as manifestações culturais e científicas. Pensando assim, reunimos um pouco de cada setor que compõe um rico passado! Quando somos recobrados por estas memórias, a saudade bate e abre as portas para uma viagem no tempo! Tempo que, para muitos, não passou! Está dentro do coração de cada um que vivenciou, nesta cidade, as suas histórias.

O “Centro” da cidade é como o coração de Belo Horizonte, lugar que, afetuosamente, é chamado pelos belo-horizontinos de “Cidade”, revelando um jeito bem mineiro de se apropriar de uma localidade em que se oferece de tudo o que se possa imaginar. Enaltecendo como algo maior, o “Centro” se torna a própria “Cidade” de Belo Horizonte! Talvez pela imponência de seus edifícios, pelo agito de tantas pessoas a se esbarrarem em um mesmo ponto. O “Centro” que pulsa e que nos oferece tanta vida! Belo Horizonte se compõe de um misto importante de pessoas que se multiplicam em sua diversidade.

– Você vai à “Cidade” hoje?
Na convergência onde fica o mais conhecido monumento da cidade, o Pirulito da Praça 7, que se tornou a referência máxima para os mineiros da capital, nosso “Ponto Nodal”, como classifica Kevin Linch em seu livro “A imagem da cidade”, Martins Fontes, 1997. Belo Horizonte, uma cidade planejada, que já nasceu com este espírito, o de ser capital e abrigar a modernidade, doando novos rumos e aspirando as vanguardas modernistas.

Em nossa pesquisa sobre o centro da cidade, nos deparamos com uma imensa riqueza de fatos, lugares e personalidades protagonistas de tantas histórias, como Antônio Carlos Figueiredo e sua coleção de objetos. Dos veículos de comunicação, como os “Diários Associados”, a história do seu grande mentor, Assis Chateaubriand. Dos impressos, as notícias, a sociedade e a cidade em pleno crescimento e, gravada em nossa memória, com admiração, a saudosa “TV Itacolomi” e suas vinhetas inesquecíveis!

Presente na exposição, o “Grupo Mineiro de Moda”, que marcou época em Minas e no Brasil, tornando-se uma referência para o setor, criativo e com a essência mineira, com a pesquisa e curadoria de Angélica Adverse para a exposição. O “Ponto Cultural”, mantido pelo CDL, contribuiu com a narrativa do comércio em Belo Horizonte, desde seu início até os dias atuais, enriquecida com vídeos e uma linha do tempo, que relata toda a evolução do setor comercial da capital dos mineiros.
Nas artes, a presença do icônico Amílcar de Castro, com obras surpreendentes, como uma coleção de jóias realizadas nos anos 2000, em conjunto com o designer ngelo Pignataro, representada por imagens cedidas pelo Instituto Amílcar de Castro. E, ainda, uma seleção de gravuras, coleção do também galerista Antônio Carlos Figueiredo. Amílcar está presente em toda a capital mineira com suas esculturas que marcam prédios, como a Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Biblioteca Pública, Câmara Municipal de Belo Horizonte, entre vários outros. Uma seleção de “Cadeiras”, acervo do Museu do Cotidiano – mUc e outros, relembra histórias de lugares e instituições. Para além da memória, uma homenagem aos trabalhadores e pessoas, por sua convivência e labor.

O olhar sobre a cidade: o comércio, a arquitetura, os cinemas e teatros, os bares e restaurantes, lojas, igrejas, agências bancárias, os clubes sociais, as escolas, as praças, as ruas, etc. A Exposição se fecha com o olhar dos novos fotógrafos, na colaboração especial de Alexandre Lopes e fotografos da “Galeria Corda”, que trazem imagens revelando uma “BH” linda, surpreendente, poética, nossa, para todos … na “Cidade”!

Projeto
Juliana Lima Vasconcelos Studio

Curadoria
Fabiano Lopes de Paula
João Caixeta
ngelo Pignataro

Participação Especial
Curadoria e Pesquisa – Grupo Mineiro de Moda – GMM
Angélica Oliveira Adverse

Expografia
João Caixeta

Ação Cultural
Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte – CDL BH
Diário Associados | Jornal Estado de Minas
Galeria Corda
Grupo Mineiro de Moda – GMM
Museu do Cotidiano – mUc – BH
Studio Fótico

Parceiros:
Gerdau
Fast Frame
Cortilar – Decoração de Interiores
Marie Camille – Tapetes e tecidos
Amorim – Persianas, Cortinas e Toldos
Varejão das Tintas + Lukscolor
Kadosh – Decoração e Interiores
Pedro Lázaro Arquitetura

Colaboradores
Alexandre Lopes
Antônio Carlos Figueiredo
Diogo Salomão
Pablo Gomide

Produção
Alessandra de Carvalho Rodrigues
Herbert Nepomuceno
Laura Costa

Agradecimento Especial
Renato Loureiro
Marta Meireles

Agradecimentos
Instituto Amílcar de Castro
Universidade do Estado de Minas Gerais – UEMG
Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG

Juliana Vasconcellos

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